Quinta-feira, Maio 03, 2007

O Sapo Erudito afinal está vivo

Faz tempo que este sapo erudito nada tem a dizer.

Por tempos considerou-se perdido nos confins da web.
Por tempos pensou-se que teria voltado a fazer palhaçadas na TV.
Por tempos nem se pensou nada.
Porque não se lembraram. Porque não quiseram. Ou simplesmente porque afinal aconteceu algo que não o permitiu. Ou talvez coiso...

O que é certo é que a blogosfera exulta com o ressurgir do Sapo Erudito! [Que alegria!] Pelo menos estes 4 parodiantes... Ou pelo menos eu, vá lá...

Para finalizar, pergunto: Qual a razão de esperarem que fosse criado um novo blogue, onde se prestavam rápidos e frios sentimentos em memória do Cocas, para que este brioso espaço voltasse a aparecer? Fiquei com estilo de assassino de sapos? Será que o Mantorras vai ser o único jogador do Benfica sem sofrer uma lesão esta temporada? Isso faz algum sentido? E o Mantorras em si? Faz algum sentido? E o que eu estou para aqui a dizer?...

...Estou feliz por estarmos de volta

Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007

Iogurtes? Sim. Mas mudos, por favor.

Não gosto de pessoas que não sabem o que dizem. Gosto que elas escrevam. Se escreverem não ouvimos as suas vozes irritantes. Se escreverem, só lemos se quisermos. Se escreverem devem ficar concretizadas. Suponho…

Toda esta introdução perde, porém, todo o sentido quando nos remetemos ao fenómeno sócio-cultural “tampas de iogurte”.

Maravilhosas. Indestrutíveis. Sábias. Tampas de iogurte! Haverá no mundo algo tão absurdo como tornar este singular instrumento, que nos traz o iogurte no seu máximo esplendor e nos avisa da sua data de validade, com mensagens estranhas? Com certeza que sim. Ainda assim, neste momento não me ocorre nada.

“Há mais miminhos no frigorífico”… Mas o que é que isto significa? Qual o sentido desta afirmação? Quem foi o seu autor? Será que tem em si uma mensagem escondida? No fundo a frase em si também se encontra escondida por baixo de uma tampa. Mas por que razão temos de abrir o iogurte para o comermos? Seria uma forma de não termos pesadelos com astrólogos disfarçados de tampa de iogurte… ou o inverso…

Tenho feito um esforço para deixar de ler estas tampas. Hoje em dia já consigo parar de lê-las mesmo antes de perceber o seu real significado [ou um outro mais implícito e mais absurdo]. Cifro-me então numa média de 74 leituras por tampa [Todas elas com entoações e pontuações diferentes. Só para dar um ar profissional à coisa…]. Espero, pelo Verão, poder comer um iogurte sem medo do que ele me dirá.

Questiono-me então: Quem é que transmitiu à empresa de lacticínios que este tipo de mensagens era giro? Por que motivo não foi, pelo menos, obrigado a criar frases inteligentes? Ou por que não levou antes um NÃO? Ou um não e um Banano? Acho que o banano em si já era suficiente… acho que sim…

Há mais iogurtes como este no frigorífico, desde que os tenha colocado lá e ainda não os tenha comido todos, caro leitor de tampa de iogurte. Um abraço!

Não? Pois… mas evitem o banano. Foi uma simples proposta amigável.

Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

Tudo isto devia ser festa!!!

Provavelmente o melhor tema para abrir as hostilidades neste ERUDITO (mas pouco, não arranjei melhor adjectivo) blog, seria falar de uma festa que deveria ter sucedido por volta da madrugada de dia 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, que tivesse celebrado a tão esperada passagem de ano com muito álcool, pessoas alegres e até por volta das 8 da manhã. Contudo, parece que os 10€ que cada convidado pôs ao dispor da organização deste evento não foram suficientes para uma festa além da 1:30 da madrugada, e por isso o tema não daria para mais de 6 ou 7 linhas. Aqui é tornada pública a nossa indignação. Assim resolvemos começar 2007 a dizer mal de uma escola rival, o que também promete ser interessante.

Nessa "festa" fria, sóbria e em alguns momentos monótona, e durante uma conversa fria, e ao frio, vieram à baila vários temas demasiado desinteressantes, e também eles frios, para serem comentados aqui. No entanto, houve um que sobressaiu, e de que maneira, derivado à quantidade de gargalhadas parvas que se fizeram ouvir no recinto. Foi um autêntico PANDAN! É normalmente o resultado da reunião de alguns portugueses entediados quando começam a falar mal de alguém. A atenção das pessoas desatentas foi de imediato chamada pela sonorização peculiar do "nome" de um professor da Escola Secundária Homem Crisco. Era ele Zulmira. Cómico, de facto. Mas a rambóia não se ficou por aqui. Afinal, nomes como Graziela, Ercília e Dulcina deitariam abaixo a auto-estima de qualquer um, e tornam até espetaculares os nomes mais comuns como João, Pedro, e Maria. Assim estava finalmente produzido o Efeito Humorístico, que nos levou finalmente a uma conversa interessante, mesmo que apenas por breves instantes. De onde surgiria tanta imaginação para estas combinações de letras? De uma mente de descendência africana? De Trás-os-monetes? Qual a origem fonética destas palavras? E a origem garmatical? Será que a origem de uma palavra se divide nestes dois parâmetros? Quanto a isto, apenas uma certeza: todos estes nomes, decerto derivam de parvoíce. PARVOÍCE, cá está! Talvez a palavra que melhor descreveria tudo o que é escrito neste blog, e mesmo sobre ele, se alguma vez tal suceder.

Toda esta colectânia de assustadores nomes são claramente uma forma de fazer concorrência deslial, em que nomes como Arsélio, Alsino ou mesmo Pequito Minga são impotentes, sem qualquer capacidade de se baterem tanto a nível de escrita, como a nível de sonorização, apesar de serem excelentes nomes. Afinal, este último é capaz de se bater entre os melhores. É suficientemente ridículo. Deveria leccionar na ES Homem Cristo. Mas tirando este, não há competição.

É então este o momento de desejar um BOM ANO 2007 para todos os nossos leitores e dizer um até breve, pois voltaremos a encontrarmo-nos neste blog. Quando? Em breve. Ou assim espero, se o leitor já não estiver farto, ou não possuir um dos nomes acima referidos. Isso seria uma chatisse. Será que deverei não postar este texto? Ou será esta informação demasiado importante para deitar para o lixo assim tao rapidamente? E o que fizeram ao dinheiro que receberam na festa? Porque não o usaram para comprar mais bebidas? Será que Pequito Minga ainda hoje tem vergonha do seu nome? Seremos processados por difamação? Era sem dúvida uma boa forma de divulgação...

...Zulmira... é mesmo engraçado, haha.

Domingo, Dezembro 24, 2006

O fenómeno natalício - Analisesinha

“Sou um insensível.” Assim me descrevem. Não gosto da atmosfera natalícia. Sou um insensível? Pois claro que não! (julgo eu)

Todos aqueles exagerados e artificiais pormenorzinhos natalícios fazem o meu sobrolho tremer… será que isso faz de mim um insensível? Não me parece. Parece-me sim que sou demasiado sensível a tanta sensibilidade… Mas não vou partir para a defesa da minha individualidade. Não tem interesse. Não tem hipótese de sucesso…

Questões pertinentes: Quem aguenta aqueles preparativosinhos exagerados? Aquela musicalidade…? Os sininhos…? Os capitalistas que se vestem de pai natal…? Os pequenos seres que tiram estridentemente uma foto com eles…? E aqueles que, já com tamanho para terem juízo, vão tirar a foto “só no gozo!”? Insuportável! E questões pertinentes? Que horror…! E questões apelidadas de pertinentes que, no fundo, não passam de questões? Ridículo!

Outro ponto que não pode faltar num qualquer natal: os serranos. Os serranos na rua. Em grupo. Os serranos que decidem ir à cidade comprar tudo aquilo que não tem beleza nem utilidade. Caracterizam-se pelas expressões “munto lindo!”, “mêmo como na nobela, bistes só?” e outras coisas, como por exemplo o fato de treino de cores berrantes que se usava nos anos 80 (ou antes) e pelo automóvel verde-garrafa ou vermelho-tinto.

O que mais gosto é da “neve” que é pulverizada nos centros comerciais. Simples esferovite? Não! Uma maravilhosa substância esponjosa é a grande felicidade de todos. Excepto daqueles que tenham problemas respiratórios… Esses provavelmente irão pensar que estão outra vez na primavera. Que aquele pólen nojento voltou!

Penso muito no que podia ser o natal se não fosse uma festa religiosa. De família. Harmoniosa! Agora que reparo, nunca pensei nisso (E o natal já pouco tem de religioso, mas é uma harmonia pegada!). Considero de extrema harmoniosidade utilizar na sua totalidade o carregamento obrigatório do telemóvel a enviar sms a toda a lista! Ou, no meu caso, a responder às recebidas… Gosto muito de analisar aquelas mensagens retiradas da Internet. Há sempre uma que reúne o consenso da maioria. Recebemo-la 3, 4 vezes por cada 11, 12 mensagens. É giro… O que interessa é que algures no mundo houve gente que foi à Internet de propósito para gastar saldo sem pensar muito! Viva este capitalismo natalício! Viva!

Deixo agora questões (não arrisco apelidá-las). Poderia o natal substituir os seus tão singelos pormenorzinhos por pormenores? O que quis eu dizer com isto? Mais: Como apelidar questões sem temer? Quem foi o tipo que decidiu discutir isso? E porquê apelidá-las em vez de adjectivá-las? Caracterizá-las? Fico-me por aqui. Para evitar que me apelidem, pois claro.

Um santo, harmonioso, e feliz natal para todos! (mas que bem apelidado este natal!)

Abraços

Sexta-feira, Dezembro 01, 2006

Uma salva de palmas, puras e geniais!

Sou um aspirante a qualquer coisa. Sou. No fundo sou como todos. Sou. Mas nem todos são como eu. Felizmente [para mim, claro]. A minha pura genialidade? Não passa de isso mesmo. Pura. De genial só mesmo isso. O facto de ser pura. Ora, o que me traz aqui não tem rigorosamente nada a ver com isto. Felizmente [para si, claro].

PERGUNTA: Quem já fez uma festa de aniversário? RESPOSTA: Pois. PARVOÍCE EM TORNO DE QUALQUER COISA: E quem nunca fez uma pergunta retórica parva, tendo em vista o lançamento de um tema? É isso puro? É. E genial? Não me parece. E responder a essa pergunta com uma resposta que acompanha na mesma proporção o nível de parvoíce? Será isso puro? Talvez. E genial? Também não tem cara disso. No fundo, esse tipo de recursos não são o meu género, pois claro…

PERGUNTA: E a parte em que se cantam os parabéns e se apagam as velinhas? Já viram? RESPOSTA: Mas porque é que eu continuo a ler esta porcaria? INSULTO À MINHA PESSOA: Este gajo é parvo…

PERGUNTA: E já alguém analisou toda essa festarola de família e amigos por uma perspectiva racional? RESPOSTA: Provavelmente, afinal se eu me lembrei qualquer um se podia ter lembrado… PERGUNTA: E se eu decidisse mostrar a minha perspectiva deste brioso acontecimento? RESPOSTA [MINHA]: LINDO!

Bolinho. Velinhas. Criancinhas. Prendinhas. Felicidade. Correr em slow-motion, com a Heidy pelos prados verdejantes. Ridículo…Qual é o sentido racional de uma reunião, às escuras ou em média luz, em torno de um bolo? E qual é o sentido do humilhante e ridículo espaço de tempo, em que todos os presentes cantam [uma letra com pouco sentido, mas bastante melodiosa], criando um ambiente realmente harmonioso, enquanto olham para as figuras de todos os presentes, em busca de um que esteja calado ou que dê o primeiro passo para iniciar a letra a meio da cantoria, gerando um clima de galhofa e desorganização? Em todo o lado há um parvo que faz isso [eu sou um deles. É isso puro? Sem dúvida. E genial? Ainda não é desta.]. No final deste episódio dá-se a extinção do fogo proveniente de vários pavios envoltos em cera [que derrete e se entranha no bolo], através de bafo expelido pelo aniversariante. Claro que este conta com pequenas partículas de saliva e jantar à mistura. Nojento. Desculpem. Não volta a acontecer. Depois disto? O ser humano consegue ser tão absurdo que aplaude. E o absurdo é que não aplaude tendo a consciência que está a prestar uma homenagem ao seu amigo ou familiar. Aplaude, sim, porque está já num clima de arraial! Venha daí o champanhe!

Fico-me por aqui nesta análise ao fenómeno das festinhas de aniversário.
Ainda assim pergunto-me: Qual é a lógica de todas as crianças presentes terem de apagar as velas uma a uma no final da comemoração oficial? E porque motivo na maioria dos casos são os pais das crianças que as apagam por espantamento e inacçao dos seus rebentos?
Já agora: Porque razão todos os exemplos de pureza do ser humano, presentes ao longo desta reflexão, não têm nada de genial? Será o facto de haver coisas puras não geniais motivo para a minha suposta genialidade não ser genial? E porque usei eu tantos diminutivos? Diminutivosinhos? Irritante!

Ainda tenho muito a reflectir, mas para já, estou cansado.
Estar cansado… Será isso puro? E genial?!

Vou reflectir sob o efeito do cansaço, então…
Saudinha amiguinhos

Quarta-feira, Novembro 08, 2006

Há males que vêm por bem...

Todos receiam os assaltos. Ser roubado por algum mitra que se sai com a frase "Soce, acreditas em Deus? Aton gira pa cá uns trocos se não queres ir ter com ele". Muitos acabam por aprender artes marciais (peritos no "fujitsu") ou outros acabam por apelar ao coração mole dizendo "aiiii me pai bati-meee...tenho mes irmãos a berrar de fome em casa (isto dito com um Nokia 1234 XPTO 3,5G na mão).

Pois bem, chegou-me aos ouvidos uma história que muda todo o conceito de roubo. É um roubo que curiosamente, vai começar a ter concorrencia.

Este relato foi-nos feito por uma pessoa, cuja identidade não pode ser revelada (isto dito pelo próprio individuo, o Carlos Magalhães, cujo nome não podemos divulgar. Se nos perguntarem coisas acerca do Carlos Magalhães que vive no Largo de Sto António, 25, possivelmente não vos conseguiriamos dar nenhuma informação.) e contém, não só cenas chocantes como cenas de sexo explícito.




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"Não sei quantos é que de vocês fazem compras nos Hiperes, mas esta informação é mesmo importante.

Mando esta informação para avisá-los que fui vítima de um assalto no Continente pah, mas poderia ter sido em qualquer outro Hiper qualquer.

Funciona da seguinte maneira:
Duas gaijas bem boas, chegam perto enquanto vocês estam a guardar as compras na bagageira e começam a limpar o pára-brisa com esponja e produto de limpeza, e dizem que é um novo produto que pode ser usado sem água e que elas são demonstradoras e coiso e tal.

Bem! as tipas man's vêm cas mamocas quase a sair da camisa,e com uns calções curtinhos que um homem até se passa.

Eu até quis dar uma gorja nunca se sabe se uma notita faz milagres, mas não aceitaram e perguntaram-me se eu ia passar próximo do outro supermercado, pois elas iam para lá, fiquei tão parvo por não aceitarem massa numa época destas, honestas as moças heim! pah e eram tão boas que tive de lhes dar boleia, que se lixe chegar atrasado a casa, a Maria até sabe que o trânsito anda mau né?

Bem as duas entraram pro banco de trás e ia conversando e ia mirando-as pelo retro bem descaído e coiso e tal, né que elas começaram a beijar-se e esfregar-se uma na outra. Pah um gajo tenta ser forte mas eu passei-me mas sem querer dar bandeira, até parecia que tinha bicho carpinteiro, fazia que não percebia mas não parava quieto no banco e até tava com medo de dar uma arruchada no da frente porque tava era mesmo agarrado ao retrovisor.

Pro meu espanto pah a mais pequena mas também era muita boa, levanta-se e passa pro banco da frente começa a fazer-me sexo oral, enquanto a outra começou-me a morder na nuca a arfar-me ao ouvido e a esfregar-me as mãos mo peito, man's voces nem vão acreditar eu já nem sabia se devia acelarar ou travar foi aí que me lembrei de encostar á berma e fingir que tava ao telemóvel.

Aquela a grande que ficou no banco de trás! foi essa mesmo que depois concluí de que me sacou a massa que estava no bolso do meu casaco.

People tejam alertas, pois pode também acontecer também com vocês !!!!

Roubaram-me na segunda-feira , na terça-feira duas vezes, na quarta e na
quinta... na sexta não pude ir pah Sporting é Sporting né? e amanhã segunda vou lá tar vez !!!"


Relatos fortes. Onde este mundo chegou...

Sábado, Novembro 04, 2006

Movimentos masculinos, presos por um elástico.

Sou bastante crítico. Quem me conhece, sabe que sim. Quem me conhece, já foi criticado. Quem não me conhece, mas já passou por mim, especialmente se o tiver feito numa figura ridícula, também sabe que sim. Quem o fez, foi criticado. Mas isso é um outro caso sem interesse ou fundamentação lógica. É, então, precisamente por isso, que eu vou explorar essa situação.

Concerteza já frequentou espaços públicos. Parto então do princípio que já encontrou grupos de homens à conversa, formando uma roda. De pé. Barulho! Fortes risadas. Sei do que falo. Concluo, então, que, se se trata de um observador razoavelzinho, já pôde notar que há um singelo movimento que o espécime masculino efectua nessa situação. Coloco então um espaço de suspense que servirá para o leitor pensar em que movimento estou, afinal, eu a pensar.

Terminado esse momento que, suponho, não tenha durado mais do que uma rápida visualização do tamanho do texto que ainda está pela frente, vamos prosseguir.

Pronto, se calhar até pensou em movimentos característicos de homens mas não precisa de fechar a janela. Sou uma pessoa séria.

Falava claramente do “movimento tectónico preso por um elástico”. Movimento belo. Masculino. Parvo. Transpira confiança. [Aposto que após a leitura deste excerto, ainda mais convencido ficou, que de sério, eu não tenho nada.] Movimento esse que se executa exactamente após o assumir de uma piada.
Em que consiste? Para os menos experientes nesta área da crítica a figuras ridículas, passo a explicar. Não sou experiente na área. [Os mais experientes já o tinham visto, mas por favor não me critiquem… vou fazer o meu melhor.] Este movimento de difícil execução – não é recomendada a sua aplicação em espaços públicos antes de treino intensivo em frente a amigos mais chegados e família – consiste numa meia volta sobre a ponta de um pé ou calcanhar, seguida de dois a três passos calmos e estilosos, enquanto se observa com um ar triunfal a zona circundante, em busca de alguém que esteja de olho em nós e na nossa infindável confiança de aplicar tão saudoso movimento num espaço público. Este movimento é, então, aplicado após o lançamento de uma piada, tendo esta a necessidade de ter sortido um sonoro efeito galhofeiro no resto do grupo.

É mais um fenómeno que aprecio com gosto. No entanto, novas perguntas surgem. Por que razão este movimento é aplicado em vez de um simples pino? Ou cambalhota de felicidade? Por que razão indivíduos que não dominam a técnica do “movimento tectónico preso por um elástico” insistem em tentar fazê-lo? E por que razão não levam imediatamente um banano do resto do grupo?

Vamos reflectir sobre isto.

Com juizinho fáchavor.